Crise energética no centro de SP revela falhas graves na infraestrutura da Enel e gera revolta na população

Entenda o diagnóstico da Enel sobre as falhas no serviço elétrico que paralisaram o coração comercial de São Paulo
A Enel Distribuição São Paulo finalmente apresentou um diagnóstico sobre as interrupções de energia que atingiram o centro da capital paulista nos últimos dias. Após dias de incerteza, a companhia identificou problemas técnicos complexos em sua rede subterrânea, o que exigiu um esforço logístico sem precedentes para mitigar os danos imediatos aos comerciantes.
Embora a causa tenha sido mapeada, a solução definitiva ainda parece distante para muitos moradores e lojistas que dependem de geradores a diesel espalhados pelas calçadas. A situação expõe a fragilidade de um sistema que deveria ser resiliente, mas que sucumbiu diante de falhas estruturais em equipamentos antigos localizados sob o asfalto.
Fontes oficiais da empresa, conforme repercutido pelo UOL Notícias, indicam que o problema central envolveu o rompimento de cabos de alta tensão. Essa falha gerou um efeito cascata que comprometeu a estabilidade do fornecimento em diversos quadriláteros importantes da região central, afetando tanto o comércio quanto a rotina residencial no ano de 2026.
O impacto econômico dessa paralisação ainda está sendo calculado pelas associações comerciais da cidade, mas as perdas são visíveis. A demora no restabelecimento pleno da rede elétrica levanta questionamentos profundos sobre os planos de investimento da concessionária italiana no Brasil e a eficácia da fiscalização dos órgãos reguladores competentes.
A complexidade das manutenções na rede subterrânea central
A operação para consertar os danos identificados pela Enel é extremamente delicada devido à natureza da fiação subterrânea do centro histórico. Ao contrário das redes aéreas, onde o acesso é direto, os reparos abaixo do solo exigem escavações precisas e o isolamento de grandes áreas, o que muitas vezes trava o trânsito local.
Para evitar que a escuridão continuasse castigando a região, a concessionária optou por instalar dezenas de geradores móveis de grande porte nas esquinas mais críticas. Essa medida paliativa, embora necessária, traz consigo outros problemas, como a emissão de poluentes e o ruído constante que incomoda quem vive e trabalha nas proximidades.
Especialistas em infraestrutura energética apontam que a rede do centro de São Paulo sofre com a falta de modernização preventiva. O uso intensivo de tecnologias de monitoramento em tempo real poderia ter evitado que uma falha pontual se transformasse em um apagão prolongado, mas a Enel parece estar correndo contra o tempo para atualizar seus ativos.
O papel dos geradores e a transição para energia resiliente
Atualmente, o centro de São Paulo sobrevive por meio de uma “rede artificial” alimentada por combustível fóssil, o que vai na contramão das metas de sustentabilidade da cidade. O uso massivo desses equipamentos destaca a vulnerabilidade urbana frente a eventos de falha técnica ou climática cada vez mais frequentes.
O Governo do Estado e a Prefeitura de São Paulo aumentaram a pressão política sobre a Enel para que cronogramas de substituição de fiação velha sejam acelerados imediatamente. A manutenção reativa, como a que está sendo realizada agora, custa muito mais caro para a sociedade do que o investimento em redes inteligentes e sistemas de backup automatizados.
Além disso, moradores de bairros como Santa Cecília e Higienópolis relatam que as oscilações de voltagem continuam mesmo com os geradores em operação. Isso tem causado a queima de eletrodomésticos e equipamentos industriais, gerando uma nova onda de reclamações judiciais contra a prestadora de serviço de energia elétrica.
A expectativa é que a rede principal seja totalmente religada apenas após a conclusão de testes rigorosos de carga e segurança. Até lá, o barulho dos motores e o cheiro de diesel continuarão sendo os vizinhos indesejados daqueles que circulam pelo coração da maior metrópole da América Latina, aguardando por uma solução que não seja apenas um remendo temporário.
O que você acha da atuação da Enel em São Paulo? Acredita que a prefeitura deveria retomar a concessão ou a culpa é exclusivamente da falta de manutenção histórica? Deixe sua opinião polêmica nos comentários abaixo e participe desse debate sobre o futuro da nossa energia!
Sobre o Autor
0 Comentários