Nova taxa de iluminação pública no Rio encarece conta de luz e gera revolta na classe média carioca

Imagem ilustrativa sobre Conta de luz mais cara no Rio: nova Cosip entra em vigor e pesa no bolso da classe média - O Globo

Moradores do Rio de Janeiro enfrentam aumento expressivo nas faturas de energia com a implementação da nova Cosip em 2026

O cenário econômico no Rio de Janeiro ganha um novo componente de pressão financeira para as famílias neste início de ano. A entrada em vigor da nova Cosip, a Contribuição de Custeio da Iluminação Pública, está gerando uma onda de reclamações entre consumidores residenciais. De acordo com informações apuradas junto ao jornal O Globo, os novos valores já começaram a ser aplicados nas faturas emitidas pelas concessionárias.

Essa mudança não é meramente um ajuste inflacionário comum, mas uma reestruturação das faixas de contribuição que impacta diretamente o orçamento doméstico. A prefeitura justifica a medida como necessária para a modernização do parque tecnológico da cidade, incluindo a expansão de sensores inteligentes e conectividade 5G em postes. No entanto, o peso dessa inovação recai severamente sobre quem consome mais energia no dia a dia.

O foco principal do aumento atinge a classe média, que utiliza uma quantidade média de eletricidade e agora se vê em uma faixa de tributação mais elevada. Especialistas em energia renovável apontam que o momento é crítico, dado que o custo da vida urbana já apresenta índices crescentes. A percepção de que o serviço de iluminação não acompanhou a alta do preço alimenta o descontentamento popular nas redes sociais.

Muitos moradores relatam que a conta de luz subiu de forma desproporcional ao uso real dos eletrodomésticos dentro de casa. As associações de moradores já se mobilizam para entender a legalidade dos novos critérios de cálculo adotados pela gestão municipal. O setor de sustentabilidade observa que o investimento em LEDs deveria, em tese, reduzir os custos operacionais do município no longo prazo.

Entenda como o novo escalonamento da Cosip funciona para os consumidores

A nova estrutura tarifária abandonou o modelo simplificado para adotar uma progressividade que pune o consumo médio e alto com mais rigor. Na prática, famílias que possuem aparelhos de ar-condicionado e eletrônicos modernos foram as mais afetadas pela virada da tabela. Fontes do setor elétrico explicam que a arrecadação deve saltar significativamente para custear projetos de cidades inteligentes em bairros da Zona Sul e Norte.

A prefeitura alega que a medida é essencial para garantir a segurança pública através de ruas mais iluminadas e monitoradas. Contudo, a transparência sobre como esses recursos serão reinvestidos em energia limpa ainda é questionada por órgãos de fiscalização. O impacto é sentido de forma imediata no bolso do contribuinte que não planejou esse gasto extra em sua planilha mensal.

Consumidores que mantêm um consumo acima de 300 kWh por mês viram a taxa de iluminação pública dobrar em alguns casos específicos. Esse valor é cobrado diretamente na fatura da concessionária, o que impossibilita o não pagamento sem o risco de corte no fornecimento de luz. A estratégia de arrecadação visa equilibrar as contas públicas, mas cria um desafio financeiro para o cidadão comum.

Impactos na sustentabilidade e busca por soluções de eficiência energética

Diante das tarifas mais caras, a busca por sistemas de energia solar fotovoltaica e dispositivos de economia residencial disparou na capital fluminense. Especialistas afirmam que a transição energética domiciliar se tornou uma necessidade econômica e não apenas uma escolha ecológica. Reduzir a dependência da rede elétrica convencional é agora a principal meta de quem deseja escapar das taxas municipais elevadas.

A implementação de lâmpadas inteligentes e o uso consciente de energia são medidas paliativas que muitos estão adotando para mitigar o prejuízo. Além disso, o debate sobre o uso de tecnologias de baixo consumo na iluminação urbana ganha força como contra-argumento ao aumento da Cosip. Se a cidade está ficando mais eficiente, por que o custo para o cidadão continua subindo de forma tão acentuada?

Empresas de veículos elétricos e carregadores residenciais também monitoram o impacto, já que o custo da recarga pode ser afetado pelas taxas embutidas. A infraestrutura de energia renovável urbana precisa evoluir sem sufocar economicamente a população que sustenta o sistema. O equilíbrio entre inovação tecnológica e justiça tarifária parece longe de ser alcançado no atual modelo de gestão carioca.

Até que ponto é justo que a classe média arque com fatias tão grandes da modernização urbana através de taxas na conta de luz? Você acredita que o investimento em iluminação inteligente justifica esse aumento pesado no seu bolso ou é apenas mais uma forma de arrecadação? Deixe seu comentário abaixo e compartilhe sua opinião sobre como esse novo custo está afetando o seu planejamento familiar.

Sobre o Autor

Geovane Souza

Geovane Souza é Jornalista e especialista em criação de conteúdo na internet, ações de SEO e marketing digital. Nas horas vagas é Universitário de Sistemas de Informação no IFBA Campus de Vitória da Conquista.

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