Porque as embalagens de alimentos terão alerta nos rótulos, no Brasil?

Escrito por Bruno Teles

A facilidade de consumir alimentos ultraprocessados alteram o modo e qualidade de vida dos brasileiros. Juntando isso com o aumento de preços ou dificuldade em contar os produtos in natura, a balança pende para um lado… a do sobrepeso. Veja porque as embalagens de alimentos terão alerta nos rótulos, no Brasil.

Atualmente o Brasil já soma mais da metade de sua população adulta estando acima do peso. De modo a frear essa crescente, a Anvisa aprovou, em 2020, algumas medidas a serem impostas às empresas que fabricam e vendem processados e industrializados geralmente.

A partir de sua aprovação, a medida pede que as embalagens de alimentos apresentem, em sua parte frontal, se o produto contém: alto teor de açúcar, sódio ou gordura saturada, ou ainda uma combinação entre eles. Isso por serem considerados os principais vilões da dieta saudável.

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alimentos terão alerta nos rótulos
Alimentos terão alerta nos rótulos (Reprodução: Divulgação)

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Como devem ser as embalagens dos alimentos?

  • Permitir correto armazenamento do conteúdo;
  • Individualizar o alimento, evitando contaminação cruzada;
  • Segurança ao comprador e ao produto;
  • Viabilizar correta temperatura ao produto;
  • Conter informações de fabricação, validade, componentes, calorias, instruções de manuseio, quantidade e agora do teor de açúcar, sódio e gordura saturada.

Contudo, apesar de a medida informativa nas embalagens de alimentos ser uma ação positiva, não é eficaz isoladamente. Para frear o sobrepeso pelo consumo de ultraprocessados, outras medidas devem ser tomadas.

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Como diminuir o consumo de ultraprocessados:

  • Rótulos informativos e com destaque para os teores de açúcares, sódio e gorduras;
  • Impostos sobre ultraprocessados;
  • Impedir que a indústria alimentícia barateie os alimentos processados;
  • Incentivar o consumo de alimentos naturais;
  • Políticas públicas de incentivo e apoio aos pequenos produtores.

Com tais medidas, não só os consumidores pensam 2 vezes antes de comprar um ultraprocessado, como as empresas a reformularem a composição de ingredientes de seus produtos, temendo advertências ou multas pelos órgãos reguladores.

Tal medida, antes de chegar ao Brasil, já se encontrava em países como: Chile, Peru, Uruguai, Argentina, México e Israel.

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Há ainda tecnologias aliadas no combate aos ultraprocessados. Pesquisadores da UFMG desenvolveram um aplicativo que escaneia o código de barras dos produtos, permitindo acesso às informações que muitas vezes não são dadas nas embalagens de alimentos.


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