Criminosos usam falsos mandados e o medo da prisão para roubar dados de cidadãos desprevenidos no WhatsApp, mas o STJ revela como identificar a fraude
O Superior Tribunal de Justiça emitiu um alerta urgente sobre uma nova modalidade de crime cibernético que utiliza nomes de servidores reais
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) identificou em janeiro de 2026 um aumento expressivo em tentativas de golpes aplicados via WhatsApp. Criminosos estão se passando por oficiais de justiça para extorquir cidadãos em todo o território nacional.
Os golpistas utilizam documentos falsificados com logotipos oficiais e termos jurídicos complexos. O objetivo principal é causar pânico imediato na vítima para que ela tome decisões precipitadas e sem a devida verificação.
As autoridades explicam que o nome de servidores reais, extraídos do portal da transparência, são usados pelos criminosos. Isso confere uma camada perigosa de credibilidade à abordagem inicial feita pelo aplicativo de mensagens.
O STJ reforça que a comunicação oficial do tribunal ocorre por canais específicos e devidamente autenticados pela instituição. Jamais são solicitados dados sensíveis ou pagamentos imediatos para evitar supostas ordens de prisão ou penhora de bens.
Entenda a mecânica da fraude e como os golpistas agem
A abordagem começa com uma mensagem de um perfil que ostenta o brasão da República ou a foto de um oficial. O criminoso afirma que existe um mandado de busca ou uma intimação urgente pendente de cumprimento.
A vítima recebe um arquivo em PDF ou um link que supostamente contém o documento judicial. Ao clicar, o usuário pode ter o celular infectado por vírus ou ser direcionado a um site que rouba senhas bancárias.
Em alguns casos relatados em março de 2026, os criminosos exigiram depósitos via Pix para suspender a ação. Eles alegam que o pagamento de uma “taxa processual” resolveria a pendência jurídica de forma imediata.
Medidas de segurança fundamentais para não se tornar uma vítima
A recomendação principal do STJ é nunca clicar em links enviados por números desconhecidos que aleguem autoridade judicial. Oficiais de justiça não solicitam transferências financeiras nem senhas de qualquer natureza por telefone.
Caso receba um contato suspeito, o cidadão deve buscar o número oficial do tribunal de sua região. É possível verificar a autenticidade de qualquer mandado diretamente no site oficial do Poder Judiciário com o número do processo.
Mantenha sempre a autenticação em duas etapas ativada em seu WhatsApp para dificultar a ação de invasores. A segurança digital em 2026 exige uma postura de constante vigilância e desconfiança de propostas urgentes.
Sustentabilidade digital também passa pela proteção das nossas informações pessoais contra ataques de engenharia social. O compartilhamento deste alerta pode evitar que mais pessoas percam suas economias para quadrilhas especializadas.
O avanço tecnológico facilitou os processos jurídicos, mas também abriu portas para malfeitores que se aproveitam da boa-fé. Fique atento aos sinais de erro de português e pressão psicológica excessiva durante a abordagem.
Você acredita que o Judiciário brasileiro deveria proibir definitivamente intimiações por aplicativos de mensagens para acabar com esses golpes ou a tecnologia é necessária para a agilidade processual atual? Deixe seu comentário abaixo e participe desta polêmica!
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