Custo oculto dos veículos elétricos; Por que os VEs custam caro às montadoras

Custo oculto dos veículos elétricos; Por que os VEs custam caro às montadoras Foto: Mundo-Nipo / Reprodução
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O mercado de veículos elétricos (VEs) está crescendo exponencialmente, transformando a indústria automotiva, apesar do aumento na produção e na popularidade, os fabricantes enfrentam um grande desafio: o custo elevado de produção.

Vamos explorar em profundidade os elementos cruciais que contribuem para esses custos e como eles impactam tanto os fabricantes quanto os consumidores.

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Os custos materiais são a maior parte dos custos totais de produção dos VEs. Estudos recentes mostram que os custos de material para veículos do segmento B (compactos) são aproximadamente 65% maiores do que os de seus equivalentes a combustão interna (ICE), chegando a cerca de €15.700 (aproximadamente R$ 97.340) por veículo. Essa diferença é substancial e representa um obstáculo significativo para os fabricantes que procuram produzir VEs acessíveis.

Além disso, os custos de design e fabricação de VEs são elevados devido à complexidade e às tecnologias envolvidas, como as células de bateria avançadas. Em contraste, os sistemas de tração dianteira, comuns em VEs, são menos dispendiosos para fabricar e manter, contribuindo para a acessibilidade no segmento.

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Enfrentar esses desafios exige uma abordagem estratégica dos fabricantes

A adoção de novas tecnologias e materiais, o investimento em pesquisa e desenvolvimento e a inovação em design são essenciais. Os fabricantes estão focando na redução do peso dos veículos, integração de baterias na estrutura do veículo e padrões de design que permitem economias significativas.

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Além disso, os fabricantes devem navegar em um mercado global competitivo, onde regiões como China, Europa e América do Norte lideram em termos de vendas e adoção de VEs. A abordagem para atender a esses mercados varia, com alguns fabricantes se posicionando como empresas de tecnologia ou energia para maximizar sinergias e atender à crescente demanda por VEs acessíveis e de alta qualidade.

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Apesar dos desafios, há um otimismo cauteloso no setor

As iniciativas para reduzir os custos de produção, como a fabricação otimizada e a utilização de materiais mais econômicos, estão em andamento. Além disso, com o avanço da tecnologia de baterias e a maior adoção dos VEs, espera-se que o custo continue a diminuir, tornando os veículos elétricos mais acessíveis para um público mais amplo.

Os fabricantes de automóveis estão em uma jornada desafiadora, mas promissora, para tornar os veículos elétricos uma realidade sustentável e economicamente viável. À medida que avançam em direção a um futuro mais verde e eficiente, o custo dos veículos elétricos continuará a ser um fator crucial na definição do sucesso neste mercado em evolução.

Informações obtidas a partir de estudos do Boston Consulting Group, Fortune Business Insights e IDC Blog, fornecem uma visão abrangente dos custos, desafios e estratégias associados à produção de veículos elétricos. A compreensão desses aspectos é fundamental para entender o cenário atual e futuro deste setor em constante mudança.

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Avanços e desafios no mercado de veículos elétricos

Apesar da redução na preferência dos consumidores em 2023, 2024 promete ser um ano de otimismo para o mercado de veículos elétricos (VEs). Espera-se um aumento na oferta de VEs acessíveis e uma melhora nos ecossistemas de carregamento, com projeções indicando vendas de cerca de 13,3 milhões de unidades globalmente.

O domínio da China sobre componentes essenciais, como motores elétricos, destaca a necessidade de diversificar e inovar para garantir veículos elétricos mais eficientes e competitivos.

O Reino Unido está se posicionando como um líder em tecnologia de baterias, com um investimento de mais de £2 bilhões (aproximadamente R$ 13,4 bilhões) até 2030 para avançar na fabricação de VEs e suas baterias. Esta estratégia aponta para um aumento significativo na geração de empregos e crescimento econômico, refletindo o potencial do setor de baterias para moldar o futuro da mobilidade sustentável.

A China lidera as vendas globais, mas políticas ambiciosas na União Europeia e nos Estados Unidos prometem aumentar ainda mais a participação dos VEs no mercado. Projeções sugerem que a parcela de VEs nas vendas totais pode alcançar cerca de 60% nesses mercados até 2030.

Estas tendências indicam um período de transformação significativa no mercado de VEs, com um equilíbrio entre desafios e oportunidades. A capacidade das montadoras de adaptar-se a estas mudanças definirá a velocidade da transição para uma mobilidade mais sustentável.

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Sobre o Autor

Ana Paula Araújo
Ana Paula Araújo

Ana Paula Araújo escreve no Cultura Ambiental nas Escolas sobre meio ambiente, sustentabilidade, energias renováveis e suas implicações, veículos elétricos e as principais novidades do setor.

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