Cientistas do Japão e Estados Unidos desenvolveram uma pele viva para robô

Escrito por Bruno Teles

Desde os primórdios da construção da máquina, diversas pesquisas buscam soluções para aproximar o homem da máquina. Neste sentido, muitos cientistas buscam encontrar um ser humanoide – metade homem, metade máquina — e, pelo visto, isso está mais próximo do que nunca: uma pele viva para robô foi encontrada!

Atualmente, muitas empresas pelo mundo oferecem robôs parecidos com os humanos a fim de exercerem diversas atividades, especialmente no ambiente doméstico. Mas, o que antes parecia ser apenas um episódio de Black Mirror, tomou proporções maiores nas últimas semanas.

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Na última sexta-feira, uma pesquisa conjunta da Universidade de Tóquio, Japão e da Universidade do Texas, em Austin, divulgaram o que pode ser o futuro da robótica: uma pele ‘viva’ para robô. Assim, eles estão trabalhando em pele e músculos para androides, para lhes oferecer uma aparência humanoide.

Tal façanha já movimenta a comunidade científica: até mesmo cortes e ferimentos podem ser cicatrizes na pele artificial. Além disso, as camadas da pele ‘viva’ para robô possuem características bem semelhantes às nossas, como a espessura e cor, o que torna o android o mais parecido com a face humana.

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Pele viva para robos
Pele viva para robos (Reprodução: divulgação)

Como vai funcionar a Pele ‘Viva’ para Robô?

Basicamente, a pele foi feita com o uso de células humanas vivas, que foram primordiais para substituir os revestimentos artificiais dos robôs. Desta forma, um dedo de robô ganhou uma textura bem similar a mãos humanas, além de duas características especiais: conseguem repelir água e auto curar ferimentos.

Mas, não para por aí: além da textura, os movimentos e sons da mão humana também podem ser reproduzidos no robô. Sendo assim, tudo isso aconteceu quando eles mergulharam o dedo do robô em uma solução de colágeno e fibroblastos dérmicos de origem humana.

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Dessa forma, a textura inicial ficou similar a pele humana, especialmente nas barreiras para reter umidade. Além disso, a pele ‘viva’ para robô ainda tem características que oferecem elasticidade o suficiente para fazer movimentos similares ao que fazemos com as mãos humanas.

Por fim, quando falamos do machucado, a autocura acontece devido ao colágeno, que se mostrou bem adaptável a condição robótica. Desta forma, podemos afirmar que a empreitada é apenas o primeiro passo para a criação de humanóides, que estarão cobertos de pele viva.

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