Seu animal de estimação é um problema para o meio ambiente

Escrito por Geovane Souza

Ao comparar o impacto ambiental de grandes veículos e animais de estimação, é fácil apontar que os “animais de estimação” são muito menos prejudiciais ao planeta do que os carros. Mas o estudo, intitulado “É hora de comer o cachorro? O verdadeiro guia para uma vida sustentável”, publicado na Nova Zelândia, diz exatamente o oposto.

Os autores Robert e Brenda Vale chegaram a essa conclusão calculando a quantidade de recursos naturais usados ​​para alimentar os pets. Os números impressionantes apontam para um cão de tamanho médio sendo duas vezes mais influente que um SUV de luxo como o Toyota Land Cruiser.

“Basicamente, os cães são ruins para o meio ambiente porque são grandes carnívoros. Por isso, precisam de muita terra para produzir seu alimento”, explica Robert Vale. Para efeito de comparação, o cão de tamanho médio tem um impacto ambiental de 8.400 metros quadrados. Enquanto isso, os carros SUVs de luxo impactam metade desse recurso.

“Um cachorro grande, por exemplo, pode viver pelo menos 10 a 14 anos. Cuidar desses cães por toda a vida requer recursos significativos de fabricação e produção de alimentos”, disse Don Jordan, diretor do Seattle Animal Shelter e presidente da Federação do Estado de Washington. das Agências de Proteção e Controle Animal.

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Alguns pesquisadores não concordam com o estudo

Mas outros, como Clark Williams-Derry, pesquisador-chefe do Sightline Institute em Seattle, EUA, questionaram o estudo da Nova Zelândia. Embora ele não pense que os cães têm um grande impacto no meio ambiente. “Quando vi o estudo, fiz algumas contas rápidas e imaginei que o cão médio teria que comer pelo menos duas vezes mais do que uma pessoa comum para esse estudo estar certo. Só que as pessoas são muito mais pesadas que os cães. Isso não significa que não haverá um grande impacto no meio ambiente, mas não chega a esse ponto”, disse Williams-Derry ao Phys.org.

De qualquer forma, se os amantes de cães não quiserem abrir mão de seus animais de estimação, outras opções não reduzirão o impacto no meio ambiente. A pesquisa mostrou que um peixinho dourado pode ser tão prejudicial quanto dois telefones celulares, dois hamsters ou quatro canários podem ser comparados a uma TV de plasma, e um gato é tão prejudicial quanto um Volkswagen Golf.

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O que é preciso fazer para preservar o meio ambiente nesse caso

Existem outras maneiras de diminuir o impacto ambiental dos animais de estimação. A principal dica é fazer com que ele adote um estilo de vida ecologicamente correto como já deveria ser considerado entre os humanos. E não faltam conselhos para ajudar seu animal de estimação a causar menos danos ao planeta – afinal, nesses casos, o dono tem mais culpa do que eles.

Um truque fácil é descartar o cocô do cachorro. Se não puder enterrá-los, vá com a rotina de usar sacolas biodegradáveis, menos prejudicais ao meio ambiente. Como ressalta a veterinária Vivian Harris, não é apenas pelo material do produto ser ecologicamente correto. O recolhimento do cocô do seu cão também é fundamental para reduzir o impacto ambiental.

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Além disso, os veterinários recomendam que os donos alimentem seus cães com vegetais cultivados em casa ou nas proximidades, juntamente com uma combinação cuidadosamente planejada de proteínas, carboidratos, gorduras, minerais e vitaminas. Reduzindo assim o uso de alimentos industrializados, que prejudicam o meio ambiente durante o seu processo de fabricação. Também é recomendado que utilize mais carne de frango ou coelho, que têm um impacto ambiental menor do que a carne bovina.

E sempre há a chance do dono ceder em nome de seu cãozinho, como exemplo, reduzir o consumo de carne ou usar menos o veículo pode neutralizar os efeitos ambientais que seu animal de estimação produz. Porém, nesse caso os cálculos são muito mais complicados, embora o pensamento ecológico seja uma obrigação para todos no planeta.

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