Volkswagen ID.4 encara o desafio brasileiro por 12 meses e revela se o SUV elétrico realmente vale a pena

Imagem ilustrativa sobre Um ano com o Volkswagen ID.4: expectativas, receios e realidade
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Descubra como foi o desempenho, a autonomia real e os custos de manutenção do Volkswagen ID.4 após um ano completo de uso nas estradas brasileiras

O mercado de veículos elétricos no Brasil vive um momento de transição acelerada, com consumidores divididos entre o entusiasmo tecnológico e o medo da infraestrutura limitada. O Volkswagen ID.4 chegou como a grande aposta da marca alemã para consolidar sua linha ID por aqui, inicialmente através de planos de assinatura. Passados doze meses desde o seu lançamento oficial no país, os dados de uso real começam a desenhar um cenário mais claro para o comprador.

Durante este primeiro ano, o SUV enfrentou desde o trânsito pesado das metrópoles até viagens de longa distância em rodovias com poucos pontos de recarga rápida. As expectativas eram altas, especialmente pela promessa de uma condução dinâmica e um ambiente interno focado no minimalismo digital. Investigamos como o software e a bateria de 77 kWh se comportaram sob o clima tropical e as condições severas das nossas vias.

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A transição de um motor a combustão para um propulsor elétrico exige uma mudança de mentalidade que nem todos os motoristas estão dispostos a enfrentar. No início, o receio com a degradação da bateria e a autonomia em rodovias era a principal preocupação dos usuários entrevistados por diversas consultorias automotivas. Todavia, a experiência prática revelou nuances que os catálogos de concessionárias muitas vezes preferem omitir para simplificar a venda.

Fontes do setor indicam que a eficiência energética do modelo se manteve estável mesmo após milhares de quilômetros rodados em diferentes topografias brasileiras. Esse equilíbrio é fundamental para quem busca um veículo robusto para a família no dia a dia.

Desempenho da autonomia e o convívio diário com a recarga pública

A autonomia oficial do ID.4 é generosa, mas o mundo real impõe variáveis como o uso intenso do ar-condicionado e o relevo acidentado. Na prática, o veículo entregou uma média de 380 a 420 quilômetros com uma única carga completa, dependendo do modo de condução escolhido pelo motorista. Em trechos urbanos, o sistema de recuperação de energia se mostrou extremamente eficiente, estendendo o alcance para além do esperado em engarrafamentos.

O grande gargalo observado nestes 365 dias não foi o carro em si, mas a dependência de carregadores rápidos em rodovias estaduais. Muitos proprietários relataram que o planejamento de rotas se tornou obrigatório antes de qualquer viagem que ultrapassasse os 200 quilômetros de distância. A rede brasileira ainda sofre com carregadores inoperantes, o que gera o famoso range anxiety, ou a ansiedade de autonomia, nos usuários menos experientes.

Por outro lado, o custo por quilômetro rodado caiu drasticamente quando comparado a um SUV de porte semelhante movido a gasolina ou diesel. A economia gerada nas recargas domésticas feitas durante a madrugada compensou, para muitos, o valor elevado da mensalidade ou do investimento inicial no veículo.

Tecnologia e software são os pontos de atenção na experiência VW

O interior do ID.4 é marcado pela ausência quase total de botões físicos, concentrando tudo em comandos touch e na central multimídia. Nos primeiros meses, essa modernidade encanta pela estética limpa, mas alguns usuários reportaram lentidão ocasional no sistema durante o pareamento sem fio. As atualizações OTA (Over-the-Air) ajudaram a mitigar problemas de estabilidade que surgiram no começo do ciclo de vida do produto no Brasil.

O espaço interno é, sem dúvida, um dos maiores trunfos proporcionados pela plataforma MEB, dedicada exclusivamente aos veículos elétricos da Volkswagen. Sem o túnel central de transmissão, o conforto para os passageiros do banco traseiro é comparável ao de sedãs de luxo de categorias superiores. O porta-malas também se mostrou generoso para viagens em família, acomodando bagagens pesadas sem esforço aparente.

Entretanto, a ergonomia dos comandos nos volantes recebeu críticas constantes por serem sensíveis demais ao toque involuntário durante manobras. É o tipo de detalhe que só a convivência prolongada revela e que a marca deve ajustar em futuras reestilizações do modelo globalmente. A usabilidade tecnológica ainda precisa de um refinamento para se tornar tão intuitiva quanto a mecânica alemã sempre foi.

Manutenção e desvalorização após o primeiro ciclo de uso

Um dos mitos derrubados neste primeiro ano foi o da manutenção complexa, já que o ID.4 exige poucas intervenções em comparação aos modelos térmicos. Não há trocas de óleo, filtros de combustível ou correias dentadas, o que reduz o tempo do carro parado na oficina para revisões periódicas. Basicamente, os itens de desgaste acompanhados foram os pneus de alta performance, que tendem a gastar mais rápido devido ao torque instantâneo.

A desvalorização ainda é uma incógnita para o mercado de elétricos usados de alto valor no Brasil, gerando certa cautela nos revendedores. Como o ID.4 foi oferecido majoritariamente por assinatura pela Volkswagen Sign & Drive, a marca acaba assumindo o risco residual do veículo. Isso permitiu que muitos experimentassem a eletromobilidade sem o medo de perder dinheiro na revenda futura.

O custo do seguro também apresentou variações significativas dependendo da região e do perfil do condutor, muitas vezes sendo superior ao de SUVs flex. Especialistas recomendam cotar com seguradoras que já possuem pacotes específicos para carros elétricos com cobertura para baterias e guinchos especializados.

Ao final deste ciclo de um ano, o Volkswagen ID.4 se mostrou um veículo maduro, confiável e extremamente prazeroso de guiar no cotidiano nacional. Ele prova que o futuro é viável hoje, desde que o usuário esteja disposto a adaptar sua rotina de abastecimento e planejar seus deslocamentos maiores com critério. O veredito é positivo para quem busca inovação, mas exige paciência com a infraestrutura externa.

E você, acredita que a infraestrutura de carregamento no Brasil já é suficiente para abandonar o motor a combustão sem medo hoje? Deixe sua opinião nos comentários sobre o Volkswagen ID.4 ou conte sua experiência com carros elétricos aqui embaixo!

Sobre o Autor

Geovane Souza
Geovane Souza

Geovane Souza é Jornalista e especialista em criação de conteúdo na internet, ações de SEO e marketing digital. Nas horas vagas é Universitário de Sistemas de Informação no IFBA Campus de Vitória da Conquista.

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