Energia solar em alta; Crescimento de 52,4% em Janeiro impulsiona sustentabilidade no Brasil

Energia solar em alta; Crescimento de 52.4% em Janeiro impulsiona sustentabilidade no Brasil Foto: picjumbo / Reprodução
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A produção de energia solar fotovoltaica integrada ao Sistema Interligado Nacional (SIN) registrou um crescimento de 52,4% em janeiro, alcançando 2.945 megawatts médios (MWmed), comparado aos 1.933 MWmed no mesmo mês do ano anterior, de acordo com o relatório da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

O relatório indica também que, durante este período, houve um crescimento na geração de energia tanto de usinas hídricas quanto térmicas, com aumentos de 1,6% e 20,7%, respectivamente.

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Enquanto isso, a geração proveniente das usinas eólicas diminuiu em 14,5% se comparada ao mesmo período anterior. A produção total de energia no Sistema Interligado Nacional (SIN) alcançou 73.452 megawatts médios, o que representa um aumento de 2,7% em comparação ao mês equivalente do ano passado.

O estudo mostra que a redução na produção de energia hidrelétrica e o aumento na produção de energia térmica foram consequência de condições hidrológicas desfavoráveis no ano em curso. Isso inclui um período chuvoso com condições hidrológicas – como precipitação, fluxo de rios e níveis de armazenamento de água – menos favoráveis em comparação ao ano anterior, além de temperaturas mais altas em grande parte do Brasil.

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Segundo informações da CCEE, houve um crescimento de 6,6% no uso de energia elétrica no SIN em comparação ao mesmo intervalo de tempo do ano passado

A análise separada por tipos de mercado de energia revela que o mercado regulado (ACR) teve um acréscimo de 7,5% no consumo, enquanto o mercado livre (ACL) registrou uma expansão de 5,0%.

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Esses dados foram influenciados pelo aumento na exportação de eletricidade observado no início de 2023. Levando em conta a exportação de 1.113 megawatts (MW) médios em janeiro de 2023 em comparação com 66 MW médios em janeiro de 2024, houve um aumento de 4,9% no Sistema Interligado Nacional (SIN) e um crescimento de 4,5% no ACL.

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Quanto à distribuição por regiões, o consumo no mercado regulado foi significativamente afetado pelas variações climáticas, incluindo chuvas e alterações na temperatura. Um exemplo notável foi o Rio Grande do Sul, que, devido às temperaturas mais baixas e ao aumento das chuvas em comparação com o mesmo período de 2023, experimentou uma diminuição de 7,1% em seu consumo, sendo o único estado a registrar tal retração em janeiro de 2024.

Por outro lado, estados como Amazonas (25,1%), Maranhão (21,0%), Mato Grosso (16,9%) e Acre (14,9%), que enfrentaram temperaturas mais elevadas e menor volume de chuvas, possivelmente relacionados ao fenômeno El Niño, tiveram os maiores aumentos de consumo.

Os benefícios econômicos da energia fotovoltaica no Brasil são diversos e significativos

A expansão da energia solar no Brasil em 2023 foi notável, com a capacidade instalada da matriz elétrica aumentando em 7 Gigawatts (GW), dos quais 6,2 GW vieram das fontes solar e eólica. Este crescimento reflete o forte investimento do país em fontes de energia renováveis, contribuindo para que a produção de energia solar gere empregos e aumente a arrecadação pública.

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Além disso, a energia solar vem sendo cada vez mais acessível devido à queda dos preços nas fontes fotovoltaicas, tornando-a uma das fontes mais competitivas no Brasil.

Entre os benefícios econômicos diretos, está a economia significativa nas contas de luz para as casas com energia solar fotovoltaica instalada, podendo chegar até 95% de economia. Além disso, os sistemas fotovoltaicos valorizam as propriedades onde são instalados. A maior instalação de energia solar no Brasil também reduz a necessidade de usinas termelétricas, que têm custos maiores, ajudando a controlar a inflação nas contas de luz. A indústria de energia solar no Brasil é também uma grande geradora de empregos.

Além desses benefícios econômicos diretos, há incentivos governamentais significativos. Em 2012, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) lançou a Resolução Normativa 482, permitindo que os consumidores gerassem sua própria energia. Mais recentemente, em 2023, um decreto presidencial incluiu o segmento de painéis fotovoltaicos no Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores (Padis), reduzindo a zero a alíquota de diversos impostos até dezembro de 2026 para painéis solares fabricados por empresas habilitadas.

Em nível estadual, diversos estados brasileiros têm incentivado o crescimento do mercado de energia solar. Há isenções de Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a energia elétrica fornecida pela distribuidora à unidade consumidora, descontos no Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) e programas específicos de incentivo em estados como Manaus, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo.

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Sobre o Autor

Ana Paula Araújo
Ana Paula Araújo

Ana Paula Araújo escreve no Cultura Ambiental nas Escolas sobre meio ambiente, sustentabilidade, energias renováveis e suas implicações, veículos elétricos e as principais novidades do setor.

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