Calor extremo nas escolas públicas brasileiras expulsa jovens do ensino médio e gera crise educacional severa

Imagem ilustrativa sobre Ondas de calor aumentam chances de abandono no ensino médio público, aponta estudo - ICL Notícias
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Estudo revela que altas temperaturas prejudicam o aprendizado e elevam as taxas de evasão escolar entre alunos vulneráveis no Brasil

As mudanças climáticas deixaram de ser uma preocupação apenas ambiental para se tornarem um desafio educacional urgente. Uma pesquisa recente, veiculada pelo portal ICL Notícias em 2024, aponta que o aumento das ondas de calor está diretamente relacionado ao abandono escolar.

O impacto é sentido principalmente por estudantes da rede pública, onde a infraestrutura muitas vezes é precária e insuficiente. Quando a temperatura sobe de forma extrema, a capacidade cognitiva dos jovens é reduzida drasticamente nas salas de aula.

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Muitos alunos acabam desistindo dos estudos por não suportarem as condições físicas insalubres durante o período letivo. Esse fenômeno amplia o abismo social, já que escolas privadas costumam ter recursos para climatização adequada e ambientes controlados.

O levantamento destaca que a falta de políticas públicas de adaptação climática nas escolas é um entrave para o desenvolvimento. Sem ventilação ou arborização, o ambiente escolar torna-se um fardo para o estudante que já enfrenta desafios financeiros.

A precariedade das escolas públicas diante do aquecimento global acelerado

A maioria das escolas públicas no Brasil foi construída sem considerar o conforto térmico necessário para climas tropicais extremos. Paredes de concreto e telhados de fibrocimento transformam as salas em verdadeiras estufas humanas durante o verão prolongado.

Especialistas em educação afirmam que o calor excessivo provoca cansaço mental, irritabilidade e até desmaios frequentes entre os jovens. Nessas circunstâncias, o rendimento escolar despenca e o jovem não vê sentido em continuar frequentando a instituição.

Além da questão física, há o fator econômico onde as famílias mais pobres sofrem com a falta de água gelada e alimentação adequada. O estudo citado pelo ICL Notícias reforça que o calor age como um gatilho para a exclusão social sistemática.

Como as cidades podem adaptar o ambiente educacional para salvar o futuro dos jovens

A solução passa obrigatoriamente por reformas estruturais urgentes e pela implementação de infraestrutura verde nas unidades escolares brasileiras. O plantio de árvores e o uso de jardins verticais podem reduzir a temperatura interna em até cinco graus Celsius.

Outra medida essencial é a revisão do calendário escolar ou a flexibilização de horários durante os picos de ondas de calor. No entanto, essas mudanças dependem de parcerias sólidas entre ministérios e gestores locais que priorizem o bem-estar do aluno.

Inovações em energia renovável, como a instalação de painéis solares, podem viabilizar o uso de aparelhos de ar-condicionado sem onerar os cofres públicos. É uma estratégia de sustentabilidade que impacta diretamente na retenção dos estudantes e na qualidade do ensino.

Investir em escolas resilientes é, acima de tudo, uma questão de justiça climática para as gerações que herdarão o planeta. Se nada for feito, o ensino médio público continuará perdendo seus talentos para o calor e para o desânimo estrutural.

Sem uma resposta rápida do poder público, voltaremos a ver índices de analfabetismo funcional subindo devido a um fator externo incontrolável. A educação precisa ser blindada contra os excessos do clima para garantir o futuro da nação.

Diante desse cenário alarmante onde o clima afeta o futuro de quem mais precisa, você acredita que o governo deveria declarar emergência climática nas escolas agora mesmo? Deixe sua opinião nos comentários sobre quem deve ser responsabilizado por esse abandono estrutural que prejudica milhares de jovens!

Sobre o Autor

Geovane Souza
Geovane Souza

Geovane Souza é Jornalista e especialista em criação de conteúdo na internet, ações de SEO e marketing digital. Nas horas vagas é Universitário de Sistemas de Informação no IFBA Campus de Vitória da Conquista.

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