Chip neuromórfico oferece novas funções aos robôs

Escrito por Bruno Teles

Nos últimos dias, cientistas da Pesquisa em Computação Inspirada no Cérebro da Universidade de Tsinghua, na China, desenvolveram um novo chip neuromórfico que é capaz de reduzir o consumo de energia elétrica em equipamentos eletrônicos de forma drástica.

Segunda a pesquisa, esse novo processador necessita de apenas metade da eletricidade usada aos chips Nvidia, que foram projetados para aplicações típicas de inteligência artificial (IA). Neste sentido, o chip possui um desenvolvimento similar ao do cérebro humano.

Nomeado de TianjicX, o chip neuromórfico possui um sistema elástico espaço-temporal, que possibilita uma alocação adaptativa de todos os seus recursos. Ademais, esse tipo de processador ainda conta com um sistema de agendamento de múltiplas tarefas, o que consegue controlar o fluxo de energia.

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Dessa maneira, o chip neuromórfico pode ser um grande passo para otimizar robôs e os tornarem mais funcionais. Isso porque os novos sistemas possibilitam uma nova vida útil aos mecanismos, além de alocar outras atividades e funções sem precisar gastar tanta energia.

Chip neuromórfico
Chip neuromórfico (Reprodução: divulgação)

Como o chip pode dar mais autonomia aos robôs?

Posteriormente, também foi informado que um grande benefício do chip neuromórfico é que ele foi projetado para preencher algumas lacunas existentes entre a arquitetura física dos robôs e os requisitos programados pelos cientistas, tudo isso com alta precisão.

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Dessa forma, durante os testes em laboratório, o robô Tianjicat tinha como missão perseguir um outro bot, enquanto desviava de obstáculos instalados em sua frente. Nomeado de ‘gato e rato’, o experimento o robô Tianji Cat possui dados computacionais a seu favor, além de sensores de bordo para melhorar a percepção.

Sendo assim, para conseguir capturar o seu alvo, o bot utilizou metade da energia que seria utilizada por outros bots, como o Jetson TXS, por exemplo. Isso para desempenhar a mesma tarefa. Outro ponto muito vantajoso é que o novo chip possui uma latência 79% menor do que os chips habituais.

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Por fim, o chip propiciou ao robô fazer tarefas mais rapidamente e tomar decisões aceleradamente. Portanto, podemos dizer que a invenção que remete muito ao cérebro humano, pode ser um dos pilares para manter os bots em eterno avanço.

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