Energy Vault desenvolve tecnologia de armazenamento de energia gravitacional mais eficiente que baterias de lítio

Escrito por Valdemar Medeiros

Nos últimos anos as tecnologias de geração de energia renovável aumentaram bastante, principalmente por conversores eólicos e solares, entretanto manter este fluxo ininterrupto é desafiador, tendo em vista que é preciso possuir uma grande reserva para abastecer não apenas a demanda atual mas também o uso de dispositivos eletrônicos. Sendo assim, a Energy Vault, vem atuando em uma reserva infinita de metais raros, dando origem ao armazenamento de energia gravitacional, podendo superar as baterias de lítio.

Armazenamento de energia gravitacional da Energy Vault utiliza guindastes

Quando os parques de energia eólica ou solares produzem mais energia do que os consumidores podem utilizar, guindastes de mais de 122 metros de alturas, programados por algoritmo, levantam torres de tijolos parecidos com concreto e os adicionam cuidadosamente ao topo das pilhas.

Cofre de Energia: Armazenamento de Energia por Gravidade

Logo depois, o processo é transformado e a energia do movimento da queda dos blocos gera a energia gravitacional. Quando a necessidade por energia é menor, o protótipo da empresa utiliza um guindaste de seis cabeças para levantar tijolos de 35 toneladas, desenvolvendo uma torre de 122 metros de altura, utilizando a energia que sobra dos parques solares ou eólicos. Um software avalia quando a necessidade expande, fazendo com que a máquina desmonte a torre.

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Conforme a Energy Vault, um projeto padrão com 20 torres pode garantir um armazenamento de energia gravitacional para alimentar até 40 mil residências.

A empresa planeja produzir sua eletricidade a um custo menor do que os combustíveis fósseis. Para desenvolver o projeto de armazenamento de energia, a empresa suíça levantou US$ 110 milhões de um fundo do SoftBank em agosto do ano passado.

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Sistema de armazenamento de energia pode oferecer energia por até 16 horas

Consoante a Energy Vault, seu sistema de armazenamento de energia gravitacional pode operar por mais de 40 anos com manutenção padrão, gerando uma vantagem sobre as baterias comuns, que se desgastam com a repetição de uso.

Após um investimento inicial de US$ 8 milhões a US$ 9 milhões para um sistema comum, o custo do armazenamento seria menor que 5 centavos de dólar por kWh com degradação zero e despesas operacionais muito baixas.

Segundo a Energy Vault, seus guindastes conseguem oferecer energia contínua por um período de 8 a 16 horas e também que seus algoritmos compensam o clima e as mudanças na estrutura do guindaste temporalmente.

Outras empresas focam nesta categoria de energia gravitacional

A Gravitricity, empresa com sede em Edimburgo, na Escócia, planeja instalar sistemas em minas abandonadas, com guinchos elétricos levantando e derrubando pesos de 12 mil toneladas. A empresa acredita que seu sistema tem capacidade para gerar eletricidade pela metade do valor das baterias de íon-lítio, e sem perda de desempenho.

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Já o Heindl Energy, da Alemanha, utiliza o conceito que tem como base no levantamento hidráulico de uma massa de rocha muito grande, com uso de bombas d’água. O bloco adquire energia potencial e pode liberá-la quando a água sob pressão é descarregada de volta através de uma turbina. Entretanto, os pesos subterrâneos da Gravitricity garantiriam rajadas de energia muito curtas, que giram em torno de 15 minutos e oito horas. Já Heindl Energy afirma que um diâmetro de 250 metros resultaria em uma capacidade de armazenamento de energia de 8 GWh, que poderia ser comparado à maior usina de armazenamento em Goldisthal, Alemanha, que chega a 8,4 GWh.

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