MIT revoluciona com sistema de resfriamento sustentável que não precisa de eletricidade

MIT revoluciona com sistema de resfriamento sustentável que não precisa de eletricidade Foto: Ciclo Vivo / Reprodução

O Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) recentemente desenvolveu um sistema de resfriamento inovador que opera sem necessidade de energia elétrica, representando um grande avanço na tecnologia de refrigeração passiva

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O sistema do MIT utiliza materiais baratos e não necessita de energia gerada por combustíveis fósseis. Funcionando como uma espécie de “guarda-sol” tecnológico, ele é especialmente útil para preservar alimentos e medicamentos em locais quentes e remotos, onde a energia elétrica é escassa ou inexistente.

Este método inovador baseia-se na emissão de calor na faixa média do infravermelho, permitindo que o calor escape diretamente para o frio do espaço sideral.

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O sistema é composto por três camadas de materiais que trabalham em conjunto para fornecer resfriamento:

Camada Superior: Consiste em um aerogel de polietileno, um material extremamente leve e isolante, que permite a passagem de vapor de água e radiação infravermelha. Este aerogel bloqueia mais de 90% da luz solar, impedindo o aquecimento, mas permite que cerca de 80% dos raios de calor escapem.

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Camada Intermediária: Formada por um hidrogel, que fornece a fonte de água para o resfriamento evaporativo, permitindo a formação de vapor de água que escapa através da camada de aerogel.

Camada Inferior: Uma camada espelhada reflete qualquer luz solar que alcance esta parte, reduzindo a carga térmica.

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O dispositivo pode ser comparado a um painel solar convencional, mas, em vez de gerar eletricidade, fornece resfriamento direto

Por exemplo, pode atuar como o teto de um contêiner de armazenamento de alimentos ou ser usado para enviar água resfriada através de tubulações para melhorar a eficiência de sistemas de ar condicionado existentes.

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Além de ser eficaz em condições climáticas adversas, o sistema tem manutenção mínima, necessitando de reabastecimento de água apenas a cada quatro dias nas áreas mais quentes e secas, e apenas uma vez por mês em áreas mais úmidas.

Um dos principais desafios é a produção em massa do aerogel, um componente essencial para a eficiência do sistema, que atualmente é caro devido ao processo especializado de secagem. A equipe de pesquisa está explorando métodos alternativos, como a liofilização, ou buscando materiais alternativos que ofereçam a mesma função isolante a um custo menor.

Este sistema não só tem o potencial de reduzir significativamente o consumo de energia em sistemas de ar condicionado existentes, mas também pode ser vital para a preservação de alimentos em regiões com suprimento limitado, combatendo a perda de alimentos devido à deterioração.

Além disso, sua aplicação pode ser estendida para outras áreas, como refrigeração de vacinas em condições tropicais quentes.

O desenvolvimento deste sistema de resfriamento pelo MIT representa um avanço significativo na tecnologia de refrigeração passiva, oferecendo uma solução sustentável e energeticamente eficiente, especialmente importante para áreas remotas e regiões com suprimentos de energia limitados.

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Sobre o Autor

Ana Paula Araújo
Ana Paula Araújo

Ana Paula Araújo escreve no Cultura Ambiental nas Escolas sobre meio ambiente, sustentabilidade, energias renováveis e suas implicações, veículos elétricos e as principais novidades do setor.

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