Poluição nas praias de Santa Catarina desafia turismo e IMA alerta para riscos à saúde durante o pico do verão de 2026
Novo levantamento oficial revela situação das praias catarinenses e aponta locais impróprios para o banho nesta semana
O Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) acabou de publicar o novo relatório de balneabilidade para o período de 26 a 30 de janeiro de 2026. Os dados mostram uma realidade preocupante para quem pretende curtir o litoral no auge da temporada.
Com as altas temperaturas registradas nas últimas semanas, a pressão sobre o sistema de saneamento básico aumentou significativamente em diversas cidades turísticas. O monitoramento atualizado busca garantir a segurança de moradores e visitantes que frequentam as áreas costeiras.
Segundo o órgão ambiental, a análise técnica é realizada semanalmente para identificar a presença da bactéria Escherichia coli na água. Este indicador é fundamental para determinar se o local oferece riscos de doenças aos banhistas.
A divulgação ocorre em um momento estratégico, já que o fluxo de turistas internacionais e nacionais atinge seu ápice neste final de mês. As informações detalhadas servem como guia para evitar problemas de saúde pública em áreas críticas.
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Entenda os critérios técnicos do monitoramento de balneabilidade
Para determinar se uma praia está própria ou imprópria, as equipes de campo do IMA coletam amostras de água em pontos fixos da orla. O processo segue normas rígidas descritas pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente em suas resoluções vigentes.
Um ponto é considerado impróprio quando apresenta mais de 800 coliformes fecais por 100 mililitros de água em 80% das análises anteriores. O excesso de chuvas nas últimas 24 horas também pode influenciar negativamente esses resultados específicos.
Os técnicos alertam que o banho em locais contaminados pode causar sintomas como náuseas, dores abdominais e irritações na pele. A recomendação principal é que os usuários consultem sempre o mapa atualizado no site oficial antes de entrar no mar.
Principais pontos de atenção para os banhistas nesta semana
O relatório aponta que a capital, Florianópolis, apresenta variações significativas entre as praias do Norte e do Sul da ilha. Enquanto alguns pontos de Canasvieiras ainda lutam contra a poluição, áreas do Leste mantêm índices de excelência ambiental.
No litoral norte, Balneário Camboriú e Itapema mostraram pontos de atenção devido à alta densidade demográfica temporária da região. A infraestrutura de esgoto muitas vezes não suporta o volume gerado em feriados e datas de alta circulação.
Cidades como Penha e Barra Velha também registraram locais específicos onde a balneabilidade foi comprometida nos últimos dias. É vital que o cidadão observe as placas de sinalização instaladas pelo IMA diretamente na areia.
Já o litoral sul catarinense apresenta as melhores condições de balneabilidade nesta atualização, com destaque para as praias de Imbituba e Garopaba. Essas regiões costumam ter uma renovação de água mais rápida devido às correntes marítimas locais.
A situação pode mudar rapidamente caso ocorram temporais típicos de verão, que arrastam resíduos das ruas diretamente para as galerias pluviais. Portanto, a vigilância constante é a melhor ferramenta para o lazer seguro no estado.
Tecnologia e sustentabilidade na gestão das águas costeiras
Em 2026, o IMA utiliza sensores em tempo real integrados com inteligência artificial para prever episódios de contaminação severa. Essa tecnologia avançada permite que o órgão tome decisões rápidas e informe a população com agilidade sem precedentes.
O investimento em energia renovável para as estações de tratamento de esgoto tem sido uma pauta constante nas discussões ambientais do governo. A meta é reduzir o impacto ambiental operacional enquanto se melhora a eficiência da purificação dos efluentes.
A preservação do meio ambiente em Santa Catarina é diretamente proporcional ao sucesso da economia baseada no turismo sustentável. Sem águas limpas, o setor enfrenta prejuízos bilionários e compromete a imagem internacional do Brasil como destino de natureza.
Você acredita que as prefeituras catarinenses estão fazendo o suficiente para investir em saneamento ou o foco é apenas o marketing turístico? Deixe seu comentário abaixo e participe desta discussão polêmica sobre o futuro das nossas praias!
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