Universidade da China finaliza o primeiro sistema de testes totalmente instalado em solo para a produção de energia solar baseada no espaço

Escrito por Valdemar Medeiros

A Universidade de Xidian, na China, desenvolveu o primeiro sistema de testes totalmente instalado em solo para a produção de energia solar com base no espaço.

O sistema é composto por uma estrutura de ferro com 75 metros de altura, desenvolvida para coletar energia solar e transformá-la em corrente elétrica contínua. Logo depois será transformada em micro-ondas transmitida por uma antena a uma distância de 55 metros. O projeto tem como líder Duan Baoyan, um especialista em sistemas de energia solar baseados no espaço da China. 

Desenvolvimento do sistema de produção de energia solar no espaço pode levar décadas

A estrutura testará tecnologias para concentração de luz, conversão fotoelétrica, conversão de energia solar em micro-ondas e muitas outras aplicações. Elas serão utilizadas no sistema SPSS-Orb Shape Membrane Energy Gathering Array (Omega), desenvolvido para gerar energia no espaço em uma órbita geoestacionária.

PARA VOCÊ:
Estado de Alagoas da inicio a projeto que transforma gás metano de aterros sanitários em energia elétrica

Duan é o coautor do projeto e afirma que a pesquisa da China em energia solar é focada em todo o mundo, entretanto, mesmo assim, a transformação de um sistema SBSP em realidade ainda pode levar gerações.

Segundo o especialista, para se ter uma noção, a transmissão de energia do céu para a Terra é como a prosperidade.

Este é o objetivo final e deve levar diversos anos, décadas e pessoas até alcançá-lo, entretanto é possível começar a estudar ele agora e começar de onde há uma possibilidade maior de ser atingido. A instalação do sistema de geração de energia solar no espaço durante uma inspeção de aceitação no começo de junho, três anos antes do período previsto.

China realiza outros testes de energia solar no espaço

A instalação experimental deste tipo de tecnologia teve início em 2018 e a retomada aconteceu em junho de 2021, com a missão do governo em se tornar neutro em matrizes de carbono até 2060. Os pesquisadores já até mesmo conduziram testes com um balão a 300 metros de altitude.

PARA VOCÊ:
Amigas se unem em prol do meio ambiente e criam ‘startup’ que desenvolve soluções para reduzir o lixo nas grandes cidades

Quando a infraestrutura estiver totalmente finalizada, a expectativa é receber energia coletada a mais de 20 km da superfície. O governo da China estima disponibilizar 1 megawatt de energia elétrica até 2030 e expandir sua capacidade gradualmente. O intuito final é chegar a 1 Gigawatt em 2049.

Leia também: Pesquisadores da Noruega desenvolveram com sucesso um método para utilizar hidrogênio puro como combustível numa turbina a gás

O esforço global em busca deste categoria de tecnologia visa também apresentar uma alternativa para as usinas de energia solar, que perdem eficiência de suas operações durante a noite.

Além disso, outro problema está no fato de a atmosfera refletir ou absorver quase metade da energia solar. Para atingir a meta esperada, o feixe de energia emitido da estrutura no espaço precisa atingir a estação terrestre de forma mais eficiente e precisa.

PARA VOCÊ:
Empresa de Pernambuco leva energia limpa para todo o país com a promessa de revolucionar o mercado renovável 

NASA está desenvolvendo vela de energia solar

A NASA realizará este ano uma missão para demonstrar e testar a inovadora vela de energia solar. A missão foi nomeada de ACS3 e acontecerá este ano visando utilizar o protótipo como uma espécie de propulsor para foguetes.

O projeto solar da entidade utilizará uma espécie de sistema de hastes telescópicas inovadoras, que se estendem no espaço para que a vela se abra. O projeto conseguirá impulsionar naves da NASA, utilizando a pressão de radiação da luz solar ou de um laser projetado a distância.

Desta forma, os combustíveis químicos nem fontes nucleares serão necessárias para impulsionar os foguetes tradicionais. A Agência visa enviar sondas ao espaço profundo, onde a nova tecnologia será utilizada para velas de energia solar de até 500 m².

Artigos relacionados