Super vermes podem comer poliestireno, oferecendo ajuda para o problema do plástico

Escrito por Bruno Teles

Primeiramente, podemos afirmar que o problema do plástico é um dos pilares da discussão sobre biodiversidade e a vida global. Isso porque o consumo de plástico avançou durante a pandemia, sem contar que, em média, o plástico existente no planeta leva em torno de 500 anos para se decompor. Existem super vermes podem comer poliestireno, oferecendo ajuda para o problema do plástico.

Sendo assim, não é incomum que diversos estudos busquem encontrar soluções para o problema da plástica. Dessa forma, talvez isso esteja bem próximo: um estudo da University of Queensland, na Austrália, encontrou uma espécie de larva de besouro que adora comer plástico, sendo uma alternativa para o problema.

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Vermes podem comer poliestireno
Vermes podem comer poliestireno (Reprodução: divulgação)

Conhecido como tenébrio gigante, o Zophobas morio, possui enzimas digestivas bem apropriadas, sendo assim, eles mantiveram os animais em dietas diferentes por conta de 3 semanas: alguns comiam isopor, enquanto o segundo grupo comida farelo de aveia, e o terceiro não comia nada.

Dessa forma, o resultado foi que os animais podem, sim, viver apenas de comer isopor! Além disso, ainda é possível ganhar peso com a dieta, o que torna a opção bem interessante para combater o problema do plástico.  Aliás, o grupo que não comeu não demonstrou nenhuma alteração.

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Como é possível reduzir o problema do plástico no planeta?

Basicamente, podemos dizer que os tenébrios conseguiram cumprir o seu ciclo de vida se alimentando somente de plástico, porém, houve uma perda de diversidade microbial nos intestinos, além de patógenos potenciais. Inclusive, constatou-se que a dieta não é nutritiva para os animais.

Depois disso, foram analisadas as colônias bacterianas dos vermelhos em metagenômica, a fim de descobrir quais enzimas são responsáveis pela degradação do plástico. Sendo assim, a descoberta pode auxiliar nas soluções para o problema do plástico do planeta.

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Desta forma, a meta que o estudo possui é produzir diversos centros de reciclagem com um comportamento similar aos das larvas, onde será possível triturar plástico e depois digerir as enzimas bacterianas, para que as larvas não sejam afetadas com todo esse processo. 

Por fim, podemos dizer que o estudo continua avançando, especialmente na busca de enzimas mais eficientes, que possam digerir o plástico sem afetar as larvas e o meio ambiente. Talvez, com um resultado positivo, quem sabe não seja a solução para o excesso de plástico no planeta?

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