Sensoriamento remoto ajuda a rastrear armazenamento de carbono em manguezais

Escrito por Bruno Teles

Geralmente, as flores de mangue costumam ter um armazenamento de carbono, entretanto, descobrir a quantidade exata é um verdadeiro desafio. Mas, cientistas da Universidade de Tóquio desenvolveram um modelo de sensoriamento que pode mudar a situação.

Dessa forma, o novo modelo utiliza o sensoriamento remoto das condições ambientais para indicar a produtividade das florestas de mangue. Isso partiu de um estudo feito em manguezais costeiros da China, organizado pelo Instituto de Ciência Industrial da Universidade de Tóquio.

armazenamento de carbono
Armazenamento de carbono (Reprodução: divulgação)

Em um estudo publicado na revista Scientific Reports, foi informado que os manguezais crescem ao longo das costas tropicais, que são inundadas pelo mar. Por lá, é possível encontrar especiais únicos e adaptados aos habitats costeiros, que são tolerantes ao sal e possuem raízes dinâmicas.

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Dessa forma, a produtividade das florestas de mangue é influenciada pelos mais variados fatores ambientais, tais como salinidade, radiação ativa fotossintética e a temperatura da superfície do mar. Logo, é bastante complexo avaliar a produtividade, pois não é possível com os modelos tradicionais, usados nas florestas terrestres.

Por que os manguezais têm um grande armazenamento de carbono?

Sendo assim, foi constatado que para entender a capacidade de os manguezais de armazenar carbono, é necessária uma avaliação global. Dessa forma, é necessário medições das condições ambientais em uma escada maior, diferindo das medições realizadas em florestas terrestres.

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Para a pesquisa, foi utilizado um modelo de produtividade, que usava de um satélite próprio para manguezais. Assim, esse sensoriamento remoto possibilitou a coleta de informações sobre o ambiente em grandes áreas de manguezais, em um grande período.

Para isso, os pesquisadores conseguiram desenvolver um modelo que se adapta aos efeitos das marés e, posteriormente, combinaram o modelo com os dados coletados por satélites sobre a radiação fotossinteticamente ativa. Assim, era possível estimar a produtividade dos manguezais ao longo da costa da China.

Como resultado, foi possível verificar os resultados do modelo com as medições de produtividade, a partir das torres de fluxo de carbono, que medem as transformações de carbono entre o dossel do mangue e a atmosfera. Por fim, foi possível estimar, com precisão, toda a produtividade dos manguezais.

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