As mudanças climáticas podem levar a uma diminuição dramática ligada à temperatura nos ácidos graxos ômega-3 essenciais

Escrito por Bruno Teles

Primeiramente, um dos grandes efeitos das mudanças climáticas globais é a perda de gelo marinho, que ocasiona no aumento rápido do nível do mar, além de diversas ondas de calor, que estão cada vez mais intensas e longas. Ademais, outros danos aos ecossistemas estão sendo percebidos a cada dia.

Dessa forma, a primeira pesquisa de lipídios planctônicos no oceano global mostrou uma preocupação. Isso porque os resultados apontaram uma diminuição considerável da temperatura de produção de ácidos graxos ômega-3 essenciais, que é um importante subconjunto de moléculas lipídicas.

Neste sentido, a pesquisa confirmou que, à medida que as mudanças climáticas avançam, haverá menos ácidos graxos ômega produzidos por plâncton na base da cadeia alimentar, o que resulta em menos ácidos graxos para peixes e o consumo da população.

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Ácidos graxos ômega-3 (Reprodução: divulgação)

Sendo assim, vale salientar que o ácido graxo ômega-3 é uma gordura muito importante para o corpo humano, que não possui capacidade de se desenvolver por conta própria. Considerado uma gordura positiva, ele é associado ao consumo de frutos-do-mar, especialmente por combater inúmeras doenças.

A diminuição drástica da temperatura por conta das mudanças climáticas

Primeiramente, a pesquisa analisou cerca de 900 amostras de lipídios no oceano global, utilizando de um fluxo de trabalho analítico uniforme de espectrometria de massa com alta resolução. Consequentemente, os pesquisadores encontraram características até então desconhecidas sobre os lipomas planctônicos oceânicos.

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Como resultado, eles descobriram que à medida que os oceanos aquecem, a composição de lipídios irá mudar, o que é uma grande preocupação. Isso porque os lipídios influenciam diretamente a qualidade dos alimentos produzidos no oceano, o que pode ser uma grande crise para a alimentação global.

Basicamente, os lipídios são biomoléculas formadas e usadas por organismos de todos os domínios da vida para armazenamento de energia, com uma estrutura de membrana e sinalização. Em geral, eles representam de 10% a 20% de todo o plâncton na superfície do oceano.

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Logo, a diminuição da temperatura devido às mudanças climáticas têm uma grande influência na estrutura da abundância relativa das especiais de ácidos graxos. Além disso, foi possível encontrar uma transição de espécies lipídicas com ácidos graxos insaturados em temperaturas frias para espécies totalmente saturadas, em temperaturas mais quentes.

Por fim, os pesquisadores descobriram que as atividades humanas estão desgastando os oceanos, de uma maneira nunca vista antes. Dessa forma, a resposta dos oceanos é o aquecimento, o que prejudica a vida marinha e a produção de ácidos graxos ômega-3 essenciais para os ecossistemas.

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