Mulheres brasileiras desenvolvem absorvente biodegradável a base de fibra de bananeira e acaí

Escrito por Geovane Souza

Três jovens brasileiras desenvolveram um absorvente biodegradável feito a partir de restos da agricultura industrial. O produto tem como base as fibras de bananeira e açaí que são geralmente descartadas no lixo pelas indústrias. O produto é usado para substituir o algodão dos absorventes tradicionais.

Mulheres brasileiras desenvolvem absorvente biodegradável a base de fibra de bananeira e acaí

A jovem Camily Pereira, foi quem idealizou o projeto e teve o apoio de sua professora Flávia Twardowski, do Instituto Federal do Rio Grande do Sul, local onde a jovem estuda. O projeto contou ainda com a participação de Laura Drebes, amida de Camily. A jovem Laura já havia pesquisado formas de criação de plástico biodegradável, utilizando descartes industriais.

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Camily contou que teve uma conversa com sua mãe e descobriu que ela não tinha acesso a absorvente na infância. Após isso a jovem disse querer realizar algo para mudar esse cenário, criando algo fosse acessível para as pessoas de baixa renda e, ao mesmo tempo, ecologicamente correto.

Os estudos levaram cerca de um ano para chegar ao absorvente biodegradável feito de fibras de bananeiras e acaí. As partes plásticas do absorvente também são feitos de produtos reaproveitados. Já as partes de tecido são confeccionadas manualmente por costureiras da região.

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Em termos de economia, as jovens garantem que o absorvente biodegradável custa muito pouco para ser produzido, cerca de 2 centavos por unidade. Em termos de rendimento, o produto ecologicamente correto é cerca de 60% mais eficiente que os industriais.

A invenção, além de ter um preço acessível para as mulheres de baixa renda, também será extremamente benéfico para o meio ambiente. De acordo com um artigo do O Globo, uma mulher produz cerca de 200 quilos de absorventes durante sua vida. A maioria dos absorventes industriais são feitas de plástico, e a poluição por microplásticos é uma das que mais prejudica nossos oceanos, rios e lagos.

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