Syngenta e Maersk fazem acordo para o uso de biocombustível no transporte marítimo, e prometem a diminuição nas emissões de carbono

Syngenta e Maersk fazem acordo para o uso de biocombustível no transporte marítimo, e prometem a diminuição nas emissões de carbono Foto: Sideral / Reprodução
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O grupo Syngenta anunciou a conclusão de um acordo com a companhia de transporte Maersk para utilizar biocombustível no transporte marítimo na rota entre Europa e Estados Unidos.

A rota marítima entre Europa e Estados Unidos é uma das mais importantes e históricas vias comerciais do mundo. Essa rota, que atravessa o Oceano Atlântico, tem sido vital para o comércio internacional desde a era das grandes navegações.

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Ela conecta portos importantes na Europa, como Hamburgo, Roterdã e Antuérpia, a portos-chave nos Estados Unidos, incluindo Nova York, Los Angeles e Savannah.

Atualmente ela continua sendo uma artéria fundamental para o comércio global, com enormes volumes de carga sendo transportados anualmente, e a transição para práticas mais sustentáveis, como o uso de biocombustíveis, reflete os esforços contínuos para minimizar o impacto ambiental do transporte marítimo.

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A unidade de proteção agrícola da empresa global visa diminuir a liberação de gases de efeito estufa em suas atividades logísticas, utilizando o serviço ECO Delivery da Maersk para o transporte marítimo

A Syngenta garantiu que todo o biocombustível utilizado no transporte maritimo é certificado pela Internacional de Sustentabilidade e Carbono (ISCC). Mike Hollands, responsável pelo fornecimento global na empresa, destacou que esta medida representa um passo importante rumo ao objetivo de alcançar um transporte totalmente livre de emissões de carbono.

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Juntas a Maersk e a Syngenta desenvolveram um sistema de painel para o acompanhamento e relatório digital das emissões de gases de efeito estufa (GEE). No contexto mundial, o setor de transporte marítimo contribui com aproximadamente 3% do total das emissões globais desses gases.

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No momento, a Maersk se destaca como o principal parceiro logístico externo da Syngenta, encarregada de administrar os recursos, tecnologia e infraestrutura de diversos outros prestadores de serviços logísticos.

Biocombustíveis representam uma alternativa crucial aos combustíveis fósseis devido à sua natureza renovável e ao menor impacto ambiental

Eles são criados a partir de matéria orgânica, tanto vegetal quanto animal, e incluem uma variedade de tipos como bioetanol, biodiesel, biogás, óleo vegetal, bioéter e biomassa.

O bioetanol, amplamente produzido a partir de cana-de-açúcar, milho, beterraba e eucalipto, é o biocombustível mais usado no Brasil. Já o biodiesel, frequentemente empregado em veículos maiores, como caminhões e máquinas pesadas, é produzido a partir de plantas oleaginosas, incluindo soja, girassol, mamona e canola. O biogás, por sua vez, é gerado a partir da captura de gases emitidos pela decomposição ou fermentação de matéria orgânica. Além destes, há o óleo vegetal extraído de plantas oleaginosas e o bioéter, um combustível sintético produzido a partir de hidrocarbonetos sintéticos da biomassa.

O processo de produção de biocombustíveis varia conforme o tipo e pode envolver gaseificação, pirólise, fermentação, transesterificação, entre outros métodos. Esses biocombustíveis oferecem benefícios significativos, como redução nas emissões de gases de efeito estufa e de poluentes atmosféricos, além de serem uma alternativa econômica frente aos combustíveis fósseis. Eles contribuem para a diversificação da matriz energética e são uma resposta ao esgotamento potencial das reservas de petróleo.

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No entanto, a produção de biocombustíveis também apresenta desafios. A dependência de culturas intensivas pode levar ao desmatamento, especialmente em áreas de florestas tropicais, e ao consumo elevado de água. Ademais, a agricultura intensiva pode impactar negativamente a biodiversidade e deslocar o cultivo de alimentos.

O Brasil se destaca como o segundo maior produtor mundial de energia por biocombustíveis, atrás apenas dos Estados Unidos. A história dos biocombustíveis no Brasil é longa, remontando ao início do século XX e ganhando força com o Programa Nacional do Álcool em 1975. O país utiliza principalmente o etanol derivado da cana-de-açúcar e o biodiesel baseado na soja, sendo São Paulo o maior produtor de etanol.

A crescente necessidade de fontes energéticas sustentáveis e a urgência em pensar em novas fontes de energia fazem dos biocombustíveis uma parte essencial da matriz energética do futuro. Embora as fontes de energia renováveis, incluindo os biocombustíveis, representem uma parcela menor da matriz energética mundial em comparação com fontes não renováveis como petróleo, carvão mineral e gás natural, seu papel é cada vez mais reconhecido no contexto do desenvolvimento sustentável e da preservação ambiental.

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Sobre o Autor

Ana Paula Araújo
Ana Paula Araújo

Ana Paula Araújo escreve no Cultura Ambiental nas Escolas sobre meio ambiente, sustentabilidade, energias renováveis e suas implicações, veículos elétricos e as principais novidades do setor.

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