Nova bateria brasileira, mais leve e mais segura para dispositivos eletrônicos e veículos elétricos

Nova bateria brasileira, mais leve e mais segura para dispositivos eletrônicos e veículos elétricos Foto: IPEN / Reprodução - ipen.br
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No universo das tecnologias emergentes, um avanço significativo surge do Brasil. Pesquisadores do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN) e da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram uma nova bateria brasileira, que promete revolucionar o mercado global de baterias por ser mais leve e mais segura.

Este desenvolvimento é particularmente crítico para a adoção mais ampla de dispositivos eletrônicos portáteis e veículos elétricos.

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A nova bateria brasileira distingue-se principalmente pelo uso inovador de nanopartículas de chumbo. Diferente das tradicionais baterias de lítio que dominam o mercado, esta bateria utiliza chumbo em uma escala nanométrica, proporcionando uma densidade de energia superior sem os riscos associados ao lítio, como explosões e problemas de reciclagem.

Os pesquisadores conseguiram criar uma bateria que não só é 20 vezes mais leve do que as versões de chumbo convencionais mas também é flexível. Isso é resultado da reinvenção dos eletrodos, que são agora uma fita flexível composta por milhões de minúsculas partículas de chumbo.

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Essa configuração aumenta a área de contato do eletrodo, otimizando a capacidade de armazenamento de energia e facilitando a adaptação a diferentes formas e tamanhos, uma característica essencial para dispositivos modernos que demandam versatilidade de design.

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Sustentabilidade e segurança da nova bateria brasileira

Um dos aspectos mais notáveis da nova bateria brasileira é seu perfil ecológico. O chumbo, apesar de suas conotações negativas passadas, surge aqui como um material seguro e abundante, superando o lítio em termos de facilidade de reciclagem.

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Já existem processos estabelecidos para a reciclagem de chumbo, ao contrário dos processos para o lítio, que ainda estão em desenvolvimento e apresentam desafios significativos.

Além disso, esta bateria pode operar em temperaturas extremas, variando de -20ºC a 120ºC, o que supera as limitações de muitas baterias convencionais que sofrem em climas muito frios ou muito quentes.

Este amplo espectro de operação sem a necessidade de água elimina o risco de congelamento, uma vantagem particularmente importante para aplicações em altitudes elevadas ou condições adversas.

Potencial de aplicação expandido

A nova bateria brasileira tem o potencial para ser utilizada em uma variedade de aplicações, desde dispositivos móveis até veículos elétricos. A redução significativa no peso e o aumento na segurança permitem que essa tecnologia seja aplicada em áreas que antes não eram consideradas viáveis.

Por exemplo, a aviação elétrica, que tem enfrentado desafios significativos devido ao peso e ao risco associados às baterias tradicionais, pode encontrar nesta inovação a solução esperada para a expansão do setor.

A pesquisa e desenvolvimento por trás da nova bateria brasileira representam um salto qualitativo no campo do armazenamento de energia. Não só pela inovação tecnológica mas também pelo impacto potencial em diversos setores industriais.

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Esta bateria não é apenas uma solução mais leve e mais segura, mas também um avanço em direção a um futuro mais sustentável e eficiente.

Revolução energética: Bateria de sódio do KAIST carrega em segundos e promete maior sustentabilidade

Pesquisadores do Instituto Avançado de Ciência e Tecnologia da Coreia (KAIST) desenvolveram uma nova bateria híbrida de íons de sódio, que representa um avanço significativo em tecnologia de baterias. Essa inovação combina a alta capacidade de energia das baterias tradicionais com as rápidas taxas de carga e descarga dos supercapacitores, permitindo que seja recarregada em apenas alguns segundos.

A bateria utiliza uma combinação de materiais avançados para anodo e catodo, desenvolvidos a partir de estruturas metal-orgânicas, o que melhora significativamente a cinética da bateria. Este método permite um armazenamento e liberação rápidos de energia.

Notavelmente, esta bateria supera a densidade de energia das baterias de íon de lítio comerciais, exibindo também as características de densidade de poder dos supercapacitores.

Com uma densidade de energia de 247 Wh/kg e uma densidade de potência impressionante de 34,748 W/kg, além de uma estabilidade de ciclo robusta que mantém quase 100% de eficiência coulombica ao longo de 5.000 ciclos de carga e descarga, essa bateria apresenta um potencial significativo para uma ampla gama de aplicações tecnológicas, desde veículos elétricos até dispositivos eletrônicos inteligentes e tecnologias aeroespaciais.

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Sobre o Autor

Ana Paula Araújo
Ana Paula Araújo

Ana Paula Araújo escreve no Cultura Ambiental nas Escolas sobre meio ambiente, sustentabilidade, energias renováveis e suas implicações, veículos elétricos e as principais novidades do setor.

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