Nova biobateria para armazenamento de hidrogênio está sendo desenvolvida por cientistas

Escrito por Geovane Souza

Um grupo de cientistas e pesquisadores da Goethe University Frankfurt conseguiu utilizar bactérias para construir uma biobateria que armazena hidrogênio de maneira controlada. O Hidrogênio é um combustível muito promissor, porque é neutro em carbono e não libera gases prejudiciais no meio ambiente, no entanto, é altamente explosivo e perigos de armazenar e transportar.

Nova biobateria para armazenamento de hidrogênio está sendo desenvolvida por cientistas
Biobateria de hidrogênio – Imagem ilustrativa / Fonte: Pexels

A corrida por fontes renováveis de energia vem crescendo em todo mundo, a medida que as mudanças climáticas, provocadas pela poluição atmosférica, se intensificam. Os cientistas descobriram que uma enzima de uma bactéria, capaz de viver sem oxigênio, produz ácido fórmico que liga o hidrogênio ao gás carbônico. Esse processo pode ser revertido, liberando o hidrogênio, que pode ser usado como fonte de energia.

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As bactérias acetogênicas se alimentam de dióxido de carbono e o convertem em ácido fórmico. Normalmente, o ácido fórmico é apenas um produto intermediário de seu metabolismo, sendo posteriormente digerido para produzir ácido acético e etanol. No entanto, a equipe projetou a bactéria para que agora ela possa não apenas parar o estágio, mas também reverter o processo. A equipe usou a mesma bactéria para construir uma biobateria para armazenar hidrogênio.

Durante o dia, as instalações fotovoltaicas geram eletricidade, sendo posteriormente utilizada para alimentar a hidrólise da água. O hidrogênio produzido pelas bactérias é combinado com o dióxido de carbono para sintetizar o ácido fórmico. A reação é totalmente reversível e as concentrações dos componentes iniciais e do produto final determinam a direção da reação. A concentração de hidrogênio no biorreator cai durante a noite e as bactérias começaram a liberar hidrogênio do ácido. O hidrogênio pode então ser usado para gerar energia.

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Para testar o poder de armazenamento de hidrogênio, os cientistas alimentaram as bactérias por cerca de oito horas, em seguida deixaram sem repor por 16 horas. Após isso, as bactérias liberaram todo o hidrogênio injetado anteriormente, na atmosfera.

O processo funcionou como desejado por cerca de duas semanas. Com avanços nas pesquisas, eles acreditam que em breve, a biobateria já possa ser usada para armazenar e transportar hidrogênio seguramente como fonte de energia.

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